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14 de junho de 2011

Retomando meu blog abandonado

O título dessa postagem já diz tudo... enquanto eu tomava conta de outras páginas que eu administro na internet, esse blog ficou completamente abandonado, sem novas postagens, sem nenhuma atualização, cumprindo apenas a função de linkar minhas outras páginas. Depois de quase 3 anos, decidi mudar isso e agora vou voltar a escrever aqui.
Não vou deletar as postagens antigas, mas esse blog vai mudar radicalmente: considerando que eu já parei de escrever poesias há algum tempo, vou mudar o conteúdo... e vou passar a escrever tudo aqui em inglês. Como quase ninguém leu esse blog até agora por causa dos outros blogs que eu já tenho, acho que essas mudanças vão me ajudar a melhorar o índice de acesso desse blog, afinal boa parte das pessoas que visitam as outras páginas que eu possuo não falam português e leem o conteúdo através de tradutores como o Google Translate... e pela tradução automática do Google Chrome (o browser/navegador do Google). Já tenho páginas em português o suficiente.

Sem mais,
Priscila.

14 de março de 2008

Idéias e pensamento

As idéias não surgem da escuridão do nada. É preciso uma faísca, porque no vácuo do pensamento não se cria aquilo que pode se transformar, se remoldar, se adaptar e se balançar nos socos e pontapés da vida na psique pra depois se firmar reerguido e mais forte.

Não somos inferiores, porque ninguém que é necessariamente vivo é superior. O inferior é o que pensa ao mesmo tempo que são muitos os iguais a si mesmo, e que tantos outros que são diferentes são inferiores e precisam de sua orientação de sábio líder para um dia serem iguais ou parecidos consigo.

Experiência - dos muitos anos passados - não é sinônimo de sabedoria, nem causa essencialmente necessária, nem parte inseparável, inerente. A sabedoria não vem da simples passagem dos anos ao nosso redor, porque ver as mudanças sem fazer parte delas, sem se readaptar com elas é ficar parado enquanto o mundo corre e te atropela. A sabedoria real exige que nada seja definitivo, julgado e concluído de uma vez por todas; necessita de visão aberta ao mundo, aos fatos, e às idéias o tempo todo, sendo que a própria Ciência que traz o conhecimento e o avanço, com suas idéias bem formuladas, exige a possibilidade de ter suas idéias revistas, repensadas, permitindo ser adaptada, reformulada e até mesmo derrubada por novas idéias que contradizem aquela anterior.

O conhecimento não está nos livros ou no que alguém disse mas você não viu e nem achou por si mesmo. O que traz o conhecimento é receber informação, absorver o que recebeu sem engolir tudo a seco de olhos fechados ou tapando o nariz pra disfarçar a dúvida. Ter o conhecimento é juntar o que você viu, leu, ouviu, de uma vez só, analisar e ainda acrescentar, mostrar que você é vivo e tem suas próprias idéias.

A vida não está no sangue que corre nas veias, não está na comida que você digere e não está no que os outros falam pra você. As idéias em transformação e reconsideração constante mantém vivo o pensamento. A mente que formou, julgou e se permitiu concluir seu pensamento como definitivo morre. E o corpo sem mente não tem mais vida, se destrói, se corrói, se desfaz e desaparece no turbilhão do tempo em renovação.

(Trem Expresso Leste da CPTM, São Paulo, Setembro de 2006)